quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Na Periferia.


A nova moda do momento é falar da periferia, e nem sempre quem fala é quem vive, ou conhece. Mas falam, divagam, procuram “soluções”. Que a vida é difícil, que o preconceito existe e que tem gente que tem medo de conhecer, todo mundo sabe. Enchente, assalto, barulho, criminalidade, está lá nas páginas do Jornal, e tem em todo lugar, mas é na periferia que “acontece”. Outro dia, uma professora da faculdade disse num tom apavorado: “Gente, vocês já foram numa favela? Já entraram em uma? Ai gente, eu nunca fui, mas disseram que é horrível!” Pois é, horrível mesmo é esse pensamento medíocre que algumas pessoas têm de coisas que elas pré-julgam. Também não vou defender, já que não é por que eu moro nela que eu gosto de falar. Mas é bom deixar as pessoas com seus mundinhos perfeitos, achando que aqui é a zona de guerra dos filmes que elas assistem.
Eu moro no Jardim Ângela desde que eu nasci, aqui é o extremo, o caos, ou o que você achar que seja. O Jardim Ângela é vizinho do Capão Redondo, e já teve 112 homicídios por 100 mil habitantes, no fim dos anos 90 foi apontado pela ONU como a região mais violenta do planeta. Apenas para efeito comparativo, na mesma época o bairro de Perdizes, tinha uma taxa de 6 homicídios por 100 mil habitantes. E existem lugares aqui que eu conheço de ponta a ponta mas que muitos amigos meus não entrariam nem pra salvar a mãe. E pra quem vive aqui é lugar comum. Tudo bem entrar na favela pra comprar pão, visitar um amigo ou cortar caminho. E por isso eu sempre tomei bastante cuidado com o que dizer, e para quem dizer, sobre o lugar onde eu moro, assim como não é qualquer um que eu trago aqui. Não por medo do que vão pensar de mim, e sim pelos julgamentos que as pessoas (como a tal professora) possam ter.
Eu levo uma hora e meia pra chegar ao centro de São Paulo de ônibus, se chover são três. Com as chuvas, as ruas que têm asfalto viram rios, as que não têm viram um mar de lama. Desde criança me acostumei com os tiroteios, gente morrendo de tiro, de faca, de paulada. A escola fechada porque a professora morreu assassinada por um aluno. Essas são coisas que quando a gente cresce, e quer, nos faz pensar e escolher o caminho inverso. Ir estudar, conhecer outras culturas, trabalhar, ocupar a mente. Eu, felizmente, escolhi o meu caminho inverso, mas sei que milhares não escolheram, e preferiram ficar.
Mas ás vezes, tudo é uma questão de escolha. Você escolhe julgar, você escolhe ser julgado. Você escolhe ficar, você escolhe ir em frente.

A periferia é um lugar bom, pra quem é bom pra ela. Pra quem é neutro de preconceitos. Mas está muito longe de ser um exemplo de lugar pra se viver, isso é fato. Falta água, falta luz, tem miséria, tem assalto, tem gente morrendo...e vez ou outra é manchete em algum noticiário. Quem é daqui já tem o remédio pra todas essas feridas, que é enfrentar o preconceito, viver e querer ir além, apesar de tudo isso.

Fotos: Tuca Vieira/ Newton Re Junior.

domingo, 22 de novembro de 2009

A cachoeira e eu - The Saga!


Se algum dia na vida eu tive medo de altura, não aprendi a nadar, e o mais perto que eu cheguei de uma floresta foi assistindo a sessão da tarde, tive que rever meus conceitos sobre tudo isso no dia 20 de Novembro, quando conheci o Parque Ecológico do Rio Perequê, em Cubatão. Depois de duas horas pra descer a serra (graças ao grande número de paulistanos que resolveram fazer a mesma coisa) chegamos ao local, que a princípio se parece com um parque qualquer, com quiosques, gente pra lá e pra cá... E eu achando que seria fácil "caminhar" por aquelas trilhas de terra batida.

Mas a história mudou depois de 30 minutos de caminhada quando, já mata a dentro me vi escalando paredões, desviando de barrancos, subindo em pedras e o pior, ATRAVESSANDO RIOS sem saber nadar nem em piscina. Mas mesmo assim, não enfrentei grandes dificuldades nessa "fase" do percurso. No caminho, algumas pequenas quedas d'água já denunciavam o que seria o nosso destino, a cachoeira de 89 metros de altura! E para chegar até ela, alguns escorregões, mosquitos, subidas íngremes e o enorme cansaço compensaram: A cachoeira era assustadora, porém belíssima. Subimos até o início da queda, onde era possível ver todo parque ecológico.
Ficamos um pouco mais de duas horas por lá, enquanto eu tentava descobrir como faríamos para voltar. O guia então nos disse: "vamos voltar por onde viemos." Ok, a superação foi imensa. Por tudo o que eu falei no início e pela volta, que foi sem dúvida a parte mais difícil de todas.

Tirando as dificuldades, que afinal foram minhas, não há preço que pague estar em contato com a natureza e com uma vista dessa ao fundo:

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Azeda.



Esses dias trancafiada em casa, me deram várias idéias pra isso aqui.
Tudo bem que minha pegada é jornalística, e que eu não vou deixar isso de lado, mas porque não falar da vontade que eu tive de arremessar coisas, de não falar com ninguém, de responder "daquele jeito" pra qualquer pergunta que me fizessem? TPM, gente. Tá, eu ia escrever sobre o Tom Wolfe, já que meu trabalho é sobre ele, mas e a TPM? Ou "desordem disfórica" como um amigo me falou. É incrível como esse período traz uma dimensão avassaladora pra qualquer situação mínima que seja. Até lavar a louça vira drama mexicano. Me acho a Helena do Manuel Carlos, que chora a cada 2 minutos em cada capítulo da novela, e a gente nunca sabe o motivo. O legal foi que eu descobri que em alguns estados dos EUA, se uma mulher comete um crime na TPM, ela não vai presa, porque eles consideram que a mulher não está correta em suas "faculdades mentais", então... deve ser mais legal ter TPM nos Estados Unidos. Mas também, descobri que parece haver uma íntima relação entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas e os neurotransmissores tais como a serotonina, e por isso bagunça tudo. Mas e daí? Eu queria um caminhão de chocolate, não quero saber de endorfina! E tratamento? é uma síndrome, não existem tratamentos específicos para síndromes. Então ok. O jeito é "me aguentar". O bom é que essa síndrome passa, e hoje eu estou melhor, tirando o arrependimento por causa do(s) tal(ais) chocolate(s), eu tive paciência pra esperar o windows funcionar sem falar nenhum palavrão. E mês que vem tem mais!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Novo filme de Woody Allen já tem nome



"You'll meet a tall dark stranger" (em tradução livre, "Você vai conhecer um estranho alto e moreno") será o título do novo filme do cineasta americano Woody Allen, rodado durante sete semanas em Londres, informou nesta segunda-feira (26) a produtora espanhola Mediapro, que filmou o longa em parceria com a Antena 3 Films.

Os protagonistas do filme, que deve estrear no segundo semestre do ano que vem, são os britânicos Anthony Hopkins e Naomi Watts, o espanhol Antonio Banderas, o americano Josh Brolin e a indiana Freida Pinto.

O longa gira em torno dos membros de uma família, de suas vidas amorosas e das tentativas deles para solucionar seus complicados romances, segundo o comunicado divulgado pela Mediapro.

A previsão é que, depois de "You'll will meet a tall dark stranger", a Mediapro produza outros dois filmes dirigidos por Allen.

Fonte: Folha on line

O tempo na construção poética de Theo Angelopoulos

Homenageado da 33ª Mostra, Theo Angelopoulos está longe de ser uma unanimidade, mas é um dos autores mais ricos do cinema atual. Justamente a França, país da cinefilia, não o tem em alta conta e Cahiers du Cinéma, uma das mais importantes publicações do mundo, o trata com certo desprezo. Angelopoulos é ‘pompier’, o que, segundo a revista, é o oposto do cinema autoral que defende.

A sala 5 do Unibanco Arteplex no Shopping Frei Caneca, apresenta uma programação inteiramente voltada ao cineasta. Começa com Um Olhar a cada Dia, prossegue com O Apicultor e se encerra com Trilogia - O Vale dos Lamentos. A ordem não é cronológica - o Olhar, também conhecido como Olhar de Ulisses, é posterior (de 1995) ao Apicultor (de 1986). E O Vale é a primeira parte da trilogia que prossegue com A Poeira do Tempo, exibido em Berlim, em fevereiro. Todos esses filmes formam um bloco de notável coerência estética e dramática.

Angelopoulos encara os mitos fundadores da cultura grega - e ocidental -, esculpe o tempo. Marcello Mastroianni faz o apicultor, este pai que nutre um sentimento incestuoso pela filha e que, no dia do casamento dela, larga tudo para reatar com uma tradição familiar. Seu avô era criador de abelhas e, em busca das flores que fornecem o melhor mel, Spyros, o apicultor, se põe na estrada. Ele carrega suas memórias. Encontra uma jovem que fala pouco e parece não ter ligação nenhuma com o passado.

A preocupação pelo passado reaparece em Um Olhar a Cada Dia, no qual um diretor greco-norteamericano volta à cidade em que nasceu, no norte da Grécia, para apresentar seu novo filme, mas na verdade o que ele busca é reencontrar imagens esquecidas de um velho clássico dos irmãos Manakis, pioneiros do cinema grego. O mito de Ulisses, o eterno retorno, constrói o olhar. Em O Vale dos Lamentos, primeira parte de Trilogia, o mito é de Helena, Eleni, como dizem os gregos. O filme viaja pela História (com H), acompanhando gregos expatriados que fogem do Exército Vermelho em Odessa, na Ucrânia, em 1919.
Em Odessa, naquela célebre escadaria, Sergei M. Eisenstein construiu um marco do cinema. Só que, ao invés da montagem, o cinema de Angelopoulos celebra o plano sequência. Um, em especial, é de uma beleza quase dolorosa. A terra é inundada e a água fica passado. Há um pedaço de terra neste mundo submerso. Uma mão, Eleni, pranteia seu filho. É magnífico.

Fonte: Luiz Carlos Merten / O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Fábrica de Sonhos




Por,
Ana Paula Brito
Pamela Alexandre
Silvana Gotardi


A entrada é toda ladrilhada com garrafas recicladas, as portas feitas de bolinha de gude, o chão repleto de notas musicais e as paredes cobertas por grafitti do grupo Gente Muda. No terraço, o desenho em 3D de uma praia de tão perfeito poderia ser real, não fosse a cobertura cinza dos telhados da vizinhança ao redor.

Somente depois de percorrer todo esse espaço é possível entender o significado do nome "Fábrica de Criatividade".

O centro cultural, localizado no bairro Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, foi inaugurado em 2005. A idéia surgiu em 1997, quando o fundador, Denilson Shikako, resolveu criar um espaço onde moradores da periferia tivessem acesso a diversas formas de arte.

No entanto, uma tragédia colocou em risco o nascimento do projeto. Em 2000, o pai de Denilson foi assassinado, vítima de um assalto. O pensamento era um só: deixar o país o mais rápido possível. Mas a dor da perda se transformou em força e, com a ajuda de amigos e familiares, Denilson decidiu ficar e dar vida ao seu grande sonho. Nasce então, a "Fábrica de Criatividade".

Atualmente, o projeto oferece 29 cursos, como teatro, dança, canto e pintura. As mensalidades cobradas têm valor muito abaixo do mercado e ajudam a manter a Fábrica funcionando. Há também, a concessão de bolsas de estudos àqueles alunos que não podem pagar.

Com o aperto financeiro, Denilson teve que vender seu automóvel e comprometer suas economias para quitar as dívidas da Fábrica.

De acordo com Maria Fernanda Carmo, coordenadora do núcleo pedagógico da Fábrica de Criatividade, o projeto não recebe nenhuma ajuda do governo e enfrenta dificuldades para continuar atendendo à comunidade.

"Podemos  atender à população de baixa renda somente quando temos nossos projetos aprovados e a verba captada via leis de incentivo. Em 2008, tivemos 600 alunos estudando gratuitamente e envolvidos com a proposta da instituição, por meio da verba investida pela lei Rouanet. Transformamos o dinheiro recebido em valor suficiente para promover mais de 60 eventos culturais para a comunidade e conceder muitas bolsas de estudos".
 
Nos últimos anos, mesmo com algumas leis de incentivo à cultura, o déficit de apoio à produção cultural ainda é grande.  Conseguir patrocínio para as atividades culturais e suporte financeiro para manter os cursos não tem sido uma tarefa fácil para os gestores da Fábrica de Criatividade.


Vernissage da Exposição "Sentidos" - Gente Muda
 
"Descobrimos, na prática desses anos, que é estritamente necessário manter um núcleo de sustentabilidade, composto por profissionais que se preocupem apenas com a gestão financeira do projeto. O que acontece, muitas vezes, em instituições  como a nossa, é que elas começam os projetos sem uma organização mínima que se deve ter para funcionar. Temos o projeto educacional aprovado por duas leis de incentivo à cultura, o que não é suficiente para manter a Fábrica funcionando como deve ser."
 
Desde 2006, a Fábrica de Criatividade abre suas portas para eventos culturais gratuitos destinados à comunidade. Pessoas que nunca tiveram a oportunidade de ir à uma exposição de arte, ou assistir à uma peça de teatro, têm acesso livre aos eventos, e melhor, na região onde vivem. Mas qual é a mobilização da periferia?

Segundo Maria Fernanda, formação de público é um fator essencial para que essa mobilização aconteça, e não é algo tão simples. Depende de divulgação e da possibilidade de um real acesso ao que se oferece.
 
"Fazer chegar à população a proposta do projeto é algo que exige tempo, dedicação e dinheiro. Em primeiro lugar, formou-se uma equipe responsável por tecer a rede com o entorno - escolas, espaços sedes de movimentos culturais, pessoas. A equipe saía para divulgar as atividades da Fábrica de Criatividade, estabelecer parcerias, oferecer o espaço para escolas e artistas, oferecer bolsas nos cursos para os moradores da região. Aos poucos, a organização começou a ser reconhecida como um espaço cultural que promovia eventos de qualidade gratuitos e uma referência de educação em artes."


Estrutura interna da Fábrica de Criatividade

Mesmo com tantas dificuldades, o sonho está realizado e a Fábrica de Criatividade continua produzindo novos sonhos todos os dias, dando voz e perspectivas a uma parcela excluída da sociedade, promovendo a tão falada democratização cultural.



"A periferia vem se mostrando cada vez mais. E os seus moradores estão entendendo que não são meros expectadores da vida, mero peões, meros soldados, sempre executando planos alheios, dos então donos dos meios de produção. Vêm percebendo e sentindo, que são produtores, autores e atores da própria vida, da construção do mundo. E essa sensação de novo sentimento se deu a partir dos diversos movimentos culturais, que bradam a cultura da periferia para todos ouvirem.” explica Maria Fernanda.

Ao longo da história de formação dos pólos urbanos, a lógica que se estabeleceu para a relação entre o centro e a periferia definiu que o primeiro produz o que o segundo recebe por não ter capacidade de gerir. Hoje a inversão dessa lógica é muito clara. Em sua opinião, qual a importância de se criar projetos que contribuam para a formação efetiva de uma periferia "produtora", tanto a nível social, político e até econômico?

Indispensável.
E é exatamente esse o objetivo da Fábrica de Criatividade. Que não é mais um projeto do terceiro setor que aparece para cobrir os buracos do vazio que o Estado deixa sem entender o seu papel político, social e econômico. Nem mais um projeto que repete no seu discurso uma lógica de caridade e filantropia ou de práticas silenciadoras ou que usem a arte e a cultura como “circo” para os participantes do projeto, para, tirá-los do espaço da rua e de disputa, para calar-lhes a boca. A Fábrica existe para contribuir, para dar-lhes voz. E isso só é possível com esse olhar ampliado, de que o projeto existe para contribuir para um processo grande, que é social, político e econômico.
E é através de projetos como esse, que a arte chega até a periferia de São Paulo. Através de pessoas que acreditam, e que doam suas vidas para abrir as portas para aqueles que também merecem entrar.

Agradecimento: Maria Fernanda Carmo - Núcleo Pedagógico
Fotos: Site Fábrica de Criatividade - http://fabricadecriatividade.com.br/

Fábrica de Criatividade
Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 248 – Parque Maria Helena – São Paulo - a 100 metros da Estação Capão Redondo do Metrô.
CEP: 05855-300 - Tel. 11. 5511-0055

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Última turnê de Paul McCartney será em 2010



O ex-beatle Paul McCartney, 67 anos, vai fazer sua última turnê em 2010. Foi o que anunciou o jornal Inglês The Sun.

Ainda sem previsão de shows no Brasil, McCartney busca locações inusitadas para suas ultimas apresentações. Estão confirmadas até agora dois show, um na China e outro na antiga fronteira entre Berlim oriental e ocidental.

A turnê de despedida do ex-beatle deve durar cerca de um ano. E após sua despedida dos palcos, Paul deverá tocar apenas em eventos beneficentes.

Festival em Nova York reúne grandes nomes do cinema nacional

Começou neste domingo (2) a sétima edição do Cine Fest Petrobras Brasil-NY, festival de cinema brasileiro realizado nos Estados Unidos, que reúne, neste ano, alguns dos maiores hits da produção nacional recente.

A abertura, tradicionalmente realizada no Central Park, teve performance da cantora Silvia Machete e exibição de “Se eu fosse você 2”, tudo gratuito para o público, a partir das 18h local. A produção dirigida por Daniel Filho bateu recorde de bilheteria e atingiu a marca de filme mais visto desde a retomada do cinema nacional, em 1995.

A comédia foi páreo até para os grandes lançamentos internacionais, permanecendo na segunda posição entre os longas mais vistos no país, com mais de 6 milhões de espectadores, ficando atrás apenas da animação “A era do gelo 3”, que foi vista por pouco mais de 7 milhões de pessoas.

A programação do festival, que a partir de segunda-feira (3) ganha o Tribeca Cinemas, traz ainda “Divã”, outro dos filmes nacionais mais vistos do ano –não tão fenomenal quanto “Se eu fosse você 2”, mas igualmente bem-sucedido.

Com 15 longas, 13 deles em competição, a mostra ainda tem como destaques “Budapeste”, adaptação do livro de Chico Buarque dirigida por Walter Carvalho, e “Romance”, filme de Guel Arraes com Wagner Moura e Letícia Sabatella. A atriz, aliás, também participa do evento com o inédito “Hotxuá”, no qual assina a direção ao lado de Gringo Cardia, um registro poético sobre a tribo indígena Krahô, do Norte do Brasil.

No quesito música, o Cine Fest Brasil-NY traz também os longas “Coração vagabundo”, documentário sobre Caetano Veloso; “Loki”, que fala de Arnaldo Baptista; e “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei”.

A premiação acontece em 7 de agosto, com a eleição do melhor filme pelo júri popular.

Confira a programação completa no site do festival.


Fonte: G1

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cia. Barbixas de Humor



Que a Cia Barbixas de Humor é um sucesso, muitos já sabem. Só no youtube são mais de 8 milhões de acessos por mês, cerca de 30 comunidades no orkut, mais de 15 mil ingressos esgotados para a toda a temporada do Improvável, em cartáz no TUCA (Teatro da Puc) às quintas-feiras. Além de diversas apresentações pelo Brasil à fora, reunindo centenas de espectadores.

Mas poucos sabem que o espetáculo “Improvável”, foi criado e produzido pelos próprios Barbixas: Elídio Sanna, Daniel Nascimento, e Anderson Bizzocchi. E fora idealizado quando ainda era apenas uma brincadeira de colégio entre os amigos. E a brincadeira deu tão certo que Os Barbixas foram convidados a estrelar um programa na MTV. O De Quinta Categoria, juntamente com Marcos Mion, onde os quatro comandam jogos de improviso muito parecidos com os do espetáculo teatral.


A maior influência para a criação do espetáculo improvável vem do famoso programa da Tv americana "Whose Line is it Anyway?". E assim como na Tv os Barbixas contam sempre com a participação de atores convidados e com a ajuda da platéia, que interage do começo ao fim em diversos quadros da apresentação que dura pouco mais de uma hora.

Com cerca de um ano de estrada, os Barbixas foram parar na MTV, e nomes como Rafinha Bastos, Marco Luque, Márcio Ballas e Marcelo Tas passaram pelo palco do Improvável, que é hoje um dos espetáculos de improviso mais conhecidos do Brasil.





Fotos: Daniel Barros

quinta-feira, 4 de junho de 2009

(...)Será que mais Alguém vê e escuta?

Sinto o roçar das asas Amarelas
e escuto essas Canções encantatórias
que tento, em vão, de mim desapossar.

Diluídos na velha Luz da lua,
a Quem dirigem seus terríveis cantos?
Ariano Suassuna

terça-feira, 12 de maio de 2009

FLIP - Tobias Wolff e homenagens à Manuel Bandeira



Depois que o escritor mexicano Carlos Fuentes cancelou sua vinda á Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, o escritor norte-americano Tobias Wolff será um dos que marcará presença na 7º edição da Festa que acontecerá entre os dias 1º e 5 de julho.

Conhecido por grandes obras como o livro de memórias "O Despertar de um Homem", Tobias Wolf foi vencedor do prêmio da Academia Americana de Artes e Literatura.

Este ano a Festa homenageia o escritor pernambucano Manuel Bandeira. Suas obras marcantes como A cinza das horas (1917), Carnaval (1919) e Libertinagem (1930). A Flip também vai contar com a presença de escritores como Catherine Millet, Milton Hatoum, Arnaldo Bloch, Chico Buarque, entre outros.

Mais informações e a programação completa sobre a FLIP 2009 você encontra aqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Approach e Poesia

É sempre mais difícil escrever algo sobre quem se admira. E é quase impossível não usar os confetes e aquela coisa toda. Mas, como fâ e estudante de jornalismo, vou tentar.
 
Me senti realizada após assistir ao Pocket show do Zeca Baleiro junto com o poeta e jornalista Celso Borges, que aconteceu no último sábado na Biblioteca Alceu Amoroso Lima em Pinheiros aqui em São Paulo. A apresentação faz parte do projeto “ Parceria: a voz da poesia” que reúne poetas e compositores para tratar do diálogo possível entre música e poesia.
 
Nascidos no Maranhão, Borges e Zeca, realizaram alguns trabalhos juntos desde os anos 80, e a sintonia entre os dois naquele sábado, era nítida.
Um show intimista no pequeno auditório da biblioteca com 130 fãs, à espera de sucessos como Telegrama e Babylon... se depararam apenas com um Zeca Baleiro (sem chapéu) letrista, deveras poeta, que junto com Celso Borges musicava prosas e poemas acompanhado pelo olhar surpreso e não menos feliz dos poucos que puderam presenciar aquele momento.
Com influências de grandes nomes da poesia nacional, como Manuel Bandeira, Mário Quintana, Drummond, Hilda Hilst e Fernando Abreu, o fim daquela tarde de sábado foi repleta de boas rimas, sons e palavras.

Para (nós) fãs, foi um grande e raro presente despojado, simples, que assim como todos as apresentações de Zeca Baleiro, seja para 130 ou para 130 mil pessoas, dá sempre vontade de ouvir um pouco mais.

Como jornalista, e ao lado do Daniel fiz umas fotos para ilustrar o momento, e claro, como fã fiz uma ao lado do ídolo também.

Mais fotos aqui.




quinta-feira, 7 de maio de 2009

Dois anos depois, Cat Power volta ao Brasil




A cantora americana Cat Power, que esteve no Brasil em 2007 durante o Tim Festival, se apresenta no dia 18 de Julho em São Paulo, e os ingressos que começarão a ser vendidos nesta quinta-feira (7), variam entre R$ 60 e R$ 300.

Cat Power que já foi garota propaganda da grife Chanel, e fez sua estréia no cinema no filme “Um beijo roubado”, de Ang Lee, começou sua carreira em 1995, com o disco “Dear Sir”, mas ficou conhecida com o álbum “Moon pix”.

Depois de um disco de covers (“Covers record”) e outro de inéditas (“You are free”), mudou de direção em “The greatest”, adicionando elementos de soul à sua música.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pj Harvey lança álbum em parceria com John Parish

Desde que lançou o álbum "White Chalk" em 2007, pouco se ouvia falar sobre Pj Harvey. Mas os tempos de seca se foram, e acaba de ser lançado lá fora o "A Woman a man walked by", em parceria com o multiinstrumentista John Parish, que junto com Pj também compôs em 1995 "To Bring You My Love" e em 2006 a ótima "Dance Hall at Louise Point".
O disco que lembra bastante um livro de histórias, segue um universo despretensioso e deveras, estranho e cheio de suspiros.
O primeiro single "Black hearted love" vem com riffs de guitarra que seguem a linha grunge e claro, Pj sempre com a voz belíssima contagiando tudo. O clipe, que segundo a dupla " é lindo, misterioso, surreal e se encaixa perfeitamente na música" foi feito pelos irmãos Chapman, que retrataram a estranheza da música num video clipe não menos peculiar: “Nós decidimos que “Black Hearted Love” merecia algo sombrio e enigmático - ainda que insolente e colorido. Uma colisão entre uma sinistra floresta e um brilhante castelo de pula-pula pareceu perfeitamente adequada. Trabalhar com Polly e John foi um prazer absoluto.”
Então tá...

video

Crédito do vídeo: Island Records

terça-feira, 31 de março de 2009

I feel nice, like sugar and spice

A semana ás vezes inútil, ás vezes nem tanto. Seguir pessoas no Twitter ou ouvir mais de 5 vezes a mesma música, e outros tantos livros esperando pela minha doce vontade de apenas sentar, ficar quieta e ler. Mas não. O golpe certeiro de algo que eu nem vi, me disse que não. Eu não quero isso. Pelos dias que passam, pelas vontades que ficam... o telefone que chama, chama, chama...ou nem isso. O Calor, a esperança da chuva e do abraço. E tantas esperanças, que eu nem sei mais. É bom não saber, alguém já me disse. Evito olhar no espelho, mexer aqui ou acolá, procurar dúvidas no Aurélio, ou num breve silêncio quando falam coisas que eu não sei. As conversas eram mais divertidas antes. Eu presto mais atenção ao invés de ser a atenção. Fase. Mas me chateio bem mais, e então me afasto. Não faço questão da presença, da gentileza. Tanto faz. Melhor longe, do lado de fora, com a porta fechada em silêncio. Porque é fácil falar quando não se sabe, quando convém. E eu estou muito bem aqui com as minhas coisas, MINHAS VERDADES. Egoísta. Senta e fica quieta. Ver todo mundo passar, me olhar, comentar, irem. Já não tenho mais o que falar, mas não me conformei com a minha realidade (inventada?). Conformar é para os fracos lá na outra fila. Essa fila aqui é pra quem está vendo o sonho acenar lá do outro lado, e vai correr atrás dele.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Incondicional


quando muito falam em filhos, em gravidez precoce (ou não necessariamente) não me vem nada na cabeça além de: "é bem melhor ter um cachorro!". E não estou errada. Até porque, as obrigações são quase as mesmas, mas um cachorro dificilmente vai ser 100% dependente de você durante a vida dele.
Há um ano e meio atrás decidimos ter um (cachorro), e a cada dia uma infinidade de argumentos nascem aqui dentro. Tudo bem que ele não é um dos mais calminhos, e a obrigação de bagunçar assim como uma criança de 4 ou 5 anos, é o lema dele. Os brinquedos espalhados pelo quintal, e a necessidade de chamar a atenção em pequenos atos como, deitar no meu pé enquanto converso com alguém, entrar em casa e roubar meias, almofadas, tapetes ou qualquer coisa que esteja ao alcance. Jogar os brinquedos dele no meu colo, para que eu jogue por 200 vezes e ele me traga todas as vezes. O gato que tenta invadir o território é a diversão de uma tarde, assim como a tampa de alguma coisa virou o mais novo brinquedo. Ou como será a visão de cima da casinha, ou quando tenta a todo custo deitar em baixo das minhas pernas, ou as brincadeiras de pular nos outros (em mim, no caso) são sempre as mais legais. A dependência existe de alguma forma, mas ele não precisa de mim pra se divertir, e dorme sozinho no quintal sem eu precisar cantar musiquinhas, nem pedir silêncio aos vizinhos. Posso deixar ele solto, que ele se esconde da chuva (mas depois vem carimbar minha roupa com suas patas ensopadas) come quando quer, a comida está lá. Posso deixá-lo livre na pracinha que ele está sempre de olho em mim. E vez ou outra, enquanto eu escrevo isso aqui ele aparece na porta e me olha, com a alegria nos olhinhos que logo vão se render ao cochilo leve e despretensioso, que me faz entender sempre, que ele é sim quase como um filho que eu me divirto em ter.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Almodóvar lança novo filme

O diretor espanhol Pedro Almodóvar apresentou nesta sexta-feira, em Madri, seu 17º filme, "Los Abrazos Rotos" (os abraços partidos), um drama com nuances de filme noir e estrelado por Penélope Cruz.

O longa traz a atriz loira no papel da protagonista, uma provinciana aspirante à atriz. "É uma história de amor absoluta", contou Almodóvar no começo da filmagem, em maio do ano passado.

O filme tem tons sombrios, dramas familiares, ambições e generosidade, e transcorre em duas épocas: na atualidade e em meados da década de 1990.

"Estou me especializando num tipo de drama que cada vez é menos feito. A condição humana é um tema que cada vez mais me interessa e de um modo natural", explicou, enfatizando que isso não significa que tenha abandonado de vez a comédia.

Almodóvar também explica por que incluiu em "Los Abrazos Rotos" referências ao italiano Roberto Rossellini.

Todo isso porque, no filme, além de falar de várias histórias de amor cruzadas, fala de uma história de amor em particular. "É minha história de amor com o cinema, é uma declaração que faço ao cinema, por isso não é estranho que tenha tantas referências".

Fonte/crédito: France Presse, em Madri

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009


quinta feira com cara de segunda.
tão longa quanto uma segunda.
vou parar de ler esses filósofos pão com ovo. Já que nada muda e as coisas só se confundem.
pintei as unhas e escrevi umas 3 resenhas desnecessárias, enquanto o beagle jogava o brinquedo nos meus pés e uma amiga perdida me falava sobre casos frustrados e possibilidades estranhas;
Essa foi a saída.
E Nietzsche nunca entenderia.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009



Acho que agora vai.
O carnaval passou, mas a culpa não foi dele. Tenho 4 livros esperando, e outras tantas coisas pedindo para não serem amassadas.
chuva fina lá fora.
Bateu uma insegurança desse momento. Insegurança que passa, mas que vem dolorida e congela minhas mãos. Bateu vontade de não ir mais ao encontro daquelas doces conversas derretidas. De lançar perguntas e não sorrir quando minha vontade é apenas estar em silêncio. Sem responder nada e sem me importar com as horas que passam. Eu já não sei se a Clarice entenderia. Mas ela não sorria assim tão fácil. E se é assim, pra onde iria a minha essência? Aquele brilho?
Eu não acredito em inferno astral, nem nessas crises que as pessoas começam á ter com a idade. Talvez isso tudo seja assim mesmo. Essa desvontade. Essa eterna falta do que falar. A insegurança.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Alguns cobram, outros pensam que é fácil. faz anos que entrei num silêncio e numa desvontade imensa de escrever qualquer coisa que fosse. Tá, não foi bem assim. mas chegou bem perto.
acho que foram as pessoas, ou a minha falta de tempo... eu sempre culpo algo ou alguém, mas na verdade a culpa foi minha.
mas devolta, vejo que a casa está em ordem. apesar dos tropeços e da poeira ali no canto. acho que escrever pode me salvar um dia. como me salvou uma vez, mas eu ainda duvido de muitas coisas. inclusive que eu vou levar isso tudo á sério.
a vida aqui do lado de fora é bonita, muita gente encontrou seu caminho e hoje sorri. eu me perco todo dia em busca do meu, e ainda vejo beleza aonde plantei aquela interrogação.